Por que escrevo

Escrevo
porque necessito.
Se não escrevo, vomito.
Inspiro flor,
vomito o desamor
do mundo.
Vomito essa dor
que não cessa em mim.

- João de Deus




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Amando-te

Não me tomes por mal
nem me julgues precipitadamente.
Continuo te amando.
Amando-te loucamente.
Amando teu inesquecível olhar.
Amando-te respeitosamente.
Amando toda a essência
de tua alma junto a minha
por caminhos diferentes.
Continuo te amando eternamente.

JD/

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Deixa-me fotografar

Deixa-me fotografar
teu lindo rosto

para que quando eu
mergulhar nas sombras
das noites frias de solidão,

eu possa olhar teus olhos
e sentir a vida no brilho
da tua meiga face.

#jdsantana_

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Sobre ela

Ela sempre foi uma mulher
de relacionamentos profundos.
E todas as vezes ela entrou
de cabeça, de corpo e alma
pelas profundezas do amor.
Mas ela se afogou tanto em
promessas de amores vazios
que hoje lhe predomina o medo
de qualquer sentimento raso.

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Noites

Muitos não a conhecem,
acham que ela tem o riso fácil.
Ninguém sabe das suas
noites frias de solidão,
onde a Lua passa calada,
onde o amor nunca germina.
- JD

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Rio

Me
transporto
lento.
Paro
num açude
de repente.
Irrigo,
e choro,
e sacio.
Corro,
nem
sempre.
Quase
morro
de sufoco.
Me deparo,
me debato
entre rochas.
Engulo lixo
de mãos
limpas.
Não
respiro
ar puro.
Me mata
a explosão
demográfica.
Me agridem,
me sepultam
por onde passo.
Revivo
e sofro
de novo.
Padeço
de inconsciência
coletiva.
Ainda
sou rio,
sigo meu rumo.
- JD








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Vento mensageiro

Vento  
do meu pensamento,   
diga a ela,   
se eu não tiver tempo de vê-la,   
que foi por ela existir   
que tentei, que lutei.
Diga isso a ela,
a minha amada amiga,  
diga!  



- JD



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Desisto

Desisto de encontrar-te   
Para não mais sofrer-te    
Deixo de amar-te   
E enfim esquecer-te   

Mas como não lembrar-te   
Pela dor de perder-te   
Se por toda parte   
Estou a ver-te   


- JD



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Ver-te

A distância
mata aos poucos
minha esperança... 
Como se meus olhos 
fossem se anuviando
através do tempo
que vai passando... 
Ver-te,
encontrar-te,
abraçar-te...    
Me afronta o impossível,
me perco nesse tempo ligeiro,
me amedronta o invisível
quando se trata de você
no meu pequeno mundo,
pequeno,
inteiro.  

- JD



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Se disseram

Se disseram que
estive visivelmente embriagado,
acredite,  
eram rosas perfumosas
que a vida me ofereceu
ao longo dos anos. 
Que me viram embaído
diante dos mais espertos,
acredite,
aprendi truanices na juventude
e minha bobice tornou-se vício. 
Dizem que até hoje
sou risível e bem desconsertado.
Talvez o tempo tenha me tornado ridículo. 
Se disseram que
me viram apaixonado,
acredite,
a vida me deu motivos
para enxergar flores
em caminhos de espinhos. 
Porque ao olhar o passado
muita coisa não valeu a pena,
mas descobri que
ninguém se divorcia da vida...
E pela vida continuo
apaixonado. 

- JD


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Tempo, tempo

O tempo pro beijo
nunca dado,
pro abraço longo
quente e apertado,
pra noite não vivida,
(noites esquecidas,
não aquecidas de vida),
pra sublime poesia exclusiva,
pro sexo demorado,
pro gozo indescritível,
pras manhãs sem manhas,
pro levantar pro almoço tarde,
depois, os passos no frescor do jardim
na tarde leve sem preocupação...

Que pra eu ter tempo precisaria
voltar pro meu tempo.
Mas voltar no tempo seria
voltar pro passado.
E voltar pro passado
não é só perder tempo,
é querer o impossível,
é te perder sem nunca te ter,
é te querer sem nunca poder.

- JD




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Ouvi passos

Ouvi passos pela rua
perto da janela
de madrugada.

Passos incertos
sem cadência
como se alguém
andasse só.

Pode ter sido sonho.
Dormi de novo.

Amanheceu.
Amanheci.

~JD


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Diga a ela

Diga a ela, 
por favor, 
que parti
e que estou bem;
diga que fui 
para o lado
que tem
sol.

~JD 



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Havia


Havia um deserto em mim,
mas você surgiu flor
e a miragem virou oásis.

~JD/ 







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Mar de distancia













Existe uma distância 
incalculável
entre querer e poder,
entre ficar e partir,
entre ir e se aquietar.

E dormir para esquecer,
ou sonhar para lembrar.

A alma tudo padece,
tudo sente, de longe, 
pelo olhar que tudo enxerga.

Entre o caos e o céu 
está o desejo,
a vontade intensa 
do encontro,
do beijo, dos corpos,
desejos acesos.

De quando o mar 
encontra seu lugar
no espaço justo 
entre a areia e a praia,
entre a água e o rochedo,
onde não há distância 
para o tão suave
ou o abrupto encontro 
pela grandeza que existe.

Ainda assim, a distância 
que nos separa é triste.

~JD/  



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Feed-back













O que está passando
no meu feed news:
quadros, gravuras,
belas pinturas,
cobertas ou
quase desnudas,
com sulcos e curvas,
ataviadas de cores,
deveras obras-primas de Deus.

~JD/ 




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Meu porto seguro














O melhor lugar
que encontrei
para aportar
foi teu coração.
Ancorei
no fundo
do teu olhar
e fiquei.

~JD/ 



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Quando

Quando tenho olhos de ver,
não enxergo com leveza
teu jeito adorável de ser.
Minha alma pesa presa
em longo sono profundo
tentando sonhar com você.
Não te sinto mais
parte do meu mundo
onde penso que ainda
exista amor.
~JD/

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Teus olhos


Me encantam teus olhos
que tão mal disfarçados
sondam os meus.

~JD? 



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Preso de amor


Tranquei-me
ocluso
e silenciado
num compartimento
dentro de mim,
onde há restos
do amor livre
que tive
por ti.

~JD/ 



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Eu sabia













Eu sabia que
em algum lugar dentro de mim
você habitava.
Nesse lugar
era sempre aurora,
era sempre dia.

Também sabia
que em algum momento
viria a ser noite
quando você fosse embora.

~JD/ 



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Noite II














E durmo vazio 
com o pensamento cheio
de ti
querendo ser tão somente um sonho
de uma linda noite tua.

~JD/



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Quanto mais



Quanto mais você
se distancia,
mais a saudade aumenta,
mais minha alma
que antes sorria,
já sem esperança
se esvazia.

~JD/ 




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Havia















Havia escuridão
em momentos
dos teus dias...
Passou.

Havia um oásis,
sim, no meio
do teu deserto...
Encontrou.

E entre as fendas feridas
das penhas do teu coração
há águas puras vertendo amor...
Amou.

~JD/ 



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ELA














Réstias no vão da velha porta /
Que ela deixou entreaberta /
Na tarde embranquecida /
Sinais e cheiros da sua presença /
Encravilhados nas lembranças /
Desde que ela se foi de mim /
Com a chuva leve e repentina /
De uma nuvem clara passageira /

Efemeridade inexplicável /
De inalcançável amor fugidio /
(Até perdi a noção de bonacho que fui) /

Hoje sem pressa em dormir noites de pesadelos /
Porquanto só os dias são de sonhos /
Dormirei tentando sonhar seus sonhos /
Como se fosse ela a minha realidade 

~JD/ 



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Um cuore cansado














Vendo o meu coração,
mil reais já ta bom.

Talvez em outro peito
ele tenha jeito.

Quem sabe ele se assanhe
e nunca mais apanhe.

É muito sofrido
lidar com ele envelhecido.

Demais complicado
cuidar de um coração calado.

Brincadeira, não vendo,
estou doando.

Mas não te iludo,
ele já bateu quase tudo,

(só que não viveu muito).

~JD/


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Ponto fraco

Se eu tivesse um ponto fraco
ele estaria bem localizado
e se chamaria você.


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Repente

Átimo / 


O futuro,
o amanhã,
o depois...

Tudo se resumiu
no hoje,
no agora,
num só
momento.

~JD/



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Penso...













Penso, e até meu pensar se exangue.
E quanto lateja o tanto pensar 
que você não pensa mais em mim,
sinto-me um decrépito normal.

Vez em quando a felicidade me visita
inopinadamente no caos da solidão,
não pela sua costumeira ausência,
mas pela abrangência
d’um afável consolo ao meu coração,
o de já ter contemplado
a meiguice do seu sorriso instintivo.

~JD/


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Eu que












Eu, que de longe parti,
que rasguei meu deserto,
repleto de incertezas
só para te encontrar.

Que perdi o vigor
titubeando em desvario
até no meu jeito de caminhar;
que perdi meu chão
ao chegar tarde em teu viver.

Eu, ansiado em demasia
pelos abraços e beijos teus,
pelo aconchego e graça
do teu corpo quente, inteiro.
Eu que no nosso
último encontro


percebi que o tempo
havia me roubado de você
aliado a demora
que roubou você de mim.

- JD/


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Ter, ser... II
















Um tênis,
uma sandália,
um teto
e uma camiseta
bem surrada.

Um chão,
uma dor,
uma meta.
Um sonho,
uma ilusão,
uma estrada.

Alguns amores sem fim,
um pouco de bondade em mim,
um coração em troca de nada.

- JD/


p1

Te conheci

Antes do dia
da minha angústia
eu já ouvia
falar de Ti.

Foi no caos
que eu sofria
que Te conheci.

- JD/


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Pra que...














Namorar pra que
se não ta nem aí?
Casar pra que
se vai trair?
Mentir pra que
se vai ferir?
E pra que fingir
se irá sofrer?
Ou fazer de conta,
se vai fugir?

Mentir, mentir, mentir...
Não é melhor ficar só
e esperar o sol se abrir?
Fitar o céu
que te fará sorrir?
Andar de mãos dadas
com a brisa que vem ali?
Esperar a noite
que vem sem demora
para te fazer dormir?

Sonhar, sonhar, sonhar...
Na realidade, esperar
o amor sublime
que já vai chegar?

-JD/ 

p1

Se um dia eu te esquecer














Se um dia eu te esquecer,
não me julgue, não me condene.
Algumas luzes da vivência
vão se apagando
e a nitidez dos rumos
se embaçando.

(Porque uns neurônios da caixinha
processadora pensante
estão me deixando...)

Estarei, talvez, só, sem teu carinho,
sem teus beijos, sem teu calor,
sem teu cheiro, mas, de algum modo,
te amando.

-JD/ 


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Vivo meio assim















Vivo ensimesmado,
você sabe,
e cismarento.

Frequentemente
me some a ternura
e eu sumo à desventura
em vis momentos...

E se amanhã
eu não tiver partido,
você sabe, eu quis
ficar contigo.

- JD/ 

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Tenho

















Tenho, amor,
um espaço
no vento,
uma saudade
no tempo,
um sonho
no pensamento.

Amor, tenho
um dom
de ser sozinho,
uma distância
no caminho,
uma esperança
em silêncio
de ter-te,
de vez, amor.

- JD/


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Não deixe morrer















Não deixe morrer
seu humor,
seu amor,
sua confiança,
seu sorriso,
seu lado criança.

Não deixe morrer,
principalmente,
aqueles sonhos
que criança sonha,
porque são quase
reais.

Não importa,
do tempo,
as pregas na pele,
continue sendo
criança.

- JD/  


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Se

Se houver,
uma barreira,
um limite,
uma fronteira,
ou um céu
sem cor,
talvez não seja
amor.

-JD/


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Noite














Eu cá
Sozinho
Na noite quieta
Sondo um brilho
Conforme o do teu olhar
Em cada estrela
Que rutila discreta
E intento rabiscar
Uns versos ridentes
Que pudesse eu querer
Como quer um poeta

Anelo apenas
Impressionar-te
Para não perder-te
Em cada lume
Que se funde contigo
Por toda parte

-JD/

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Como esquecer-te










Como esquecer teus 
meigos olhos sonolentos 
que eu beijava? 

E tua boca quente
procurando a minha
de um jeito ardente?

E teus gemidos alternando  
sussurros, cansaços  
e silêncios suados? 


E nossas sombras  
movendo-se com
desejos desnudos?

Como esquecer os dias 
e noites que vivemos
de intenso amor?



Como esquecer-te
facilmente assim
se tua presença ainda
se faz tão forte em mim?        

-JD


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