Meus dedos deslizam
à beira do abismo
em devaneios
de medos alheios.

Árvores choram
e a natureza enlouquece,
sóis se demoram
longe dos céus
de nuvens da pressa;
a chuva que 
de graça não vem.

Vejo também
que o desejo
se esvai,
e o lampejo
que cai 
é mais devaneio.

Então, minha
alma caminha,
meu corpo para,
a noite dispara
dardo invisível,
bala perdida,
na vida rara
do raso mundo 
que vivo.

Se há Multiverso,
perdido estou
em devaneios
do universo
que nunca foi meu.

- JD/



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