Rio

Me
transporto
lento.
Paro
num açude
de repente.
Irrigo,
e choro,
e sacio.
Corro,
nem
sempre.
Quase
morro
de sufoco.
Me deparo,
me debato
entre rochas.
Engulo lixo
de mãos
limpas.
Não
respiro
ar puro.
Me mata
a explosão
demográfica.
Me agridem,
me sepultam
por onde passo.
Revivo
e sofro
de novo.
Padeço
de inconsciência
coletiva.
Ainda
sou rio,
sigo meu rumo.
- JD








Comente... Uma simples e pequena atitude transforma um dia deixando leves os sorrisos.


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